quinta-feira, 12 de outubro de 2017

33º ANIVERSÁRIO DA CONGREGAÇÃO PRESBITERIANA DO JENIPAPO

Venha louvar conosco nestes dias de bênção.

DIA NACIONAL DA CRIANÇA PRESBITERIANA

A Igreja Presbiteriana do Jenipapo esteve promovendo um dia de atividades com com crianças da nossa comunidade. Tivemos Gincana pela manhã e tarde, banho de piscina, e à noite Culto de Gratidão a Deus por cada uma delas. Agradecemos a todos os voluntários que contribuíram para que esse projeto acontecesse. Que Deus a todos recompense ricamente.














domingo, 8 de outubro de 2017

A SECULARIZAÇÃO DA IGREJA

Há uma onda de secularização atingindo perigosamente a igreja. Em vez da igreja transtornar o mundo, é o mundo que tem entrado na igreja para transtorná-la e domesticá-la. Em vez da igreja ser um agente de transformação no mundo, ela tem sido um lugar de conformação com o mundo. Longe da igreja inconformar-se com o conformismo do mundo, ela tem se adaptado ao mundo e sido amiga do mundo, com medo da rejeição do mundo. É imperativo, porém, compreender que a amizade do mundo é pior do que a espada do mundo. Ser amigo do mundo é constituir-se em inimigo de Deus. Amar o mundo é andar na contramão do amor de Deus. Conformar-se com o mundo é ser condenado com ele.
A secularização é um processo de acomodação ao modo de pensar e agir do mundo. É deixar de se opor ao mundo para pensar como ele. É capitular-se à sua cosmovisão desprovida da verdade. É viver subjugado pela ditadura do relativismo moral. É cair na armadilha de copiar o mundo para tentar atrai-lo. Muitas igrejas já perderam o vigor espiritual porque enfiaram o pé na forma do mundo. Pensam e agem como ele. Preferem relativizar a verdade de Deus a confrontarem o mundo. Copiam suas festas, imitam sua moda, adotam suas músicas, aderem ao seu lazer e adotam sua filosofia de levar vantagem em tudo. Esquecem-se da palavra de Deus, amam as coisas e usam as pessoas para alcançar seu alvo supremo, a busca do prazer. Nessa faina, buscam o material mais do que o espiritual. Amam os prazeres mais do que a Deus. Ajuntam tesouros na terra e nenhuma riqueza no céu. Fazem investimentos apenas para esta vida e nenhum na vida por vir.
A igreja contemporânea tem perdido a autoridade para chamar o mundo ao arrependimento, pois ela mesma se recusa a arrepender-se. Os escândalos vistos no mundo estão presentes também na igreja. O índice de divórcio na igreja tem sido praticamente o mesmo praticado no mundo. A quantidade de pessoas na igreja que adota práticas heterodoxas em seus negócios é praticamente a mesma daqueles que lesam o próximo para se locupletarem. Chegou o tempo de nos conformarmos com os inconformismos de Deus para nos inconformarmos com o conformismo do mundo. Chegou o tempo de fecharmos as portas do nosso coração para as influências do mundo para não sermos tragados nem condenados com ele. Chegou a hora de sermos governados pelos preceitos da palavra de Deus e não pela modismo do mundo, que jaz no maligno.
Uma igreja secularizada tem sua voz amordaçada, seus pés atados e suas mãos emperradas para a prática do bem. A igreja deve estar no mundo, mas o mundo não pode estar na igreja. A igreja foi tirada do mundo para voltar ao mundo como testemunha no mundo. A igreja influencia o mundo não buscando seu reconhecimento, mas exercendo nele sua voz profética. A igreja impacta o mundo não quando busca sua amizade, mas quando o confronta com a verdade. A igreja torna-se instrumento de transformação no mundo não quando imita o mundo, mas quando chama os pecadores ao arrependimento, apontando-lhes Jesus como o caminho da reconciliação com Deus.
O juízo começa pela casa de Deus. Primeiro a igreja se volta para Deus em arrependimento, depois ela conclama os homens a se voltarem para Deus. Primeiro ela dá um basta na secularização, depois ela se torna uma agência de evangelização. Primeiro, ela se agrada do Senhor, depois ela faz a obra do Senhor. Primeiro ela mostra sua alegria em Deus, depois ela chama o mundo a vir participar do banquete da graça de Deus.
Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

CULTO SOLENE DA IGREJA PRESBITERIANA DO JENIPAPO

Culto muito abençoado, igreja cheia e a bênção de poder compartilhar a Palavra de Deus com o grupo das crianças da Igreja Presbiteriana do Jenipapo. Deus continue abençoando nossa Igreja!







quinta-feira, 7 de setembro de 2017

JOSÉ MANUEL DA CONCEIÇÃO - O PADRE QUE VIROU PASTOR



 JOSÉ MANUEL DA CONCEIÇÃO
O primeiro pastor ordenado no Brasil

O primeiro pastor brasileiro foi um padre, que converteu-se ao protestantismo tornando-se pastor da igreja presbiteriana, o primeiro nacional ordenado para tal serviço, o que resultou sua excomunhão pela igreja católica, sentença publicada em um jornal paulista, acompanhada depois da defesa do já então, pastor Manoel da Conceição. Os dois documentos foram depois publicados juntos em uma brochura, no ano de 1867. É este opúsculo que está disponível para download no blog ALMANAQUE DE HISTÓRIA
Este padre católico brasileiro nos idos de 1864, passava por uma profunda crise espiritual, exatamente a da questão da salvação e do valor meritório das obras. Como Lutero, condenava as indulgências que proporcionavam uma falsa paz, acusando a Igreja pelo seu "sistema de comutação" que "implica e explica a negação da graça de Jesus". Não lhe sendo possível continuar no exercício do ministério, quis abandoná-lo, tendo sido, por sua vontade, dispensado apenas de suas funções propriamente sacerdotais, após o que foi viver como simples particular, em uma pequena casa de campo nos arredores de Rio Claro. Aí foi encontrá-lo o missionário americano Blackford, atraído pela fama do "padre protestante". Este acabou por ceder às suas exortações, batizando-se na Igreja Presbiteriana do Rio em 23 de outubro de 1864.
Eis aqui uma descrição das duas últimas reuniões, feitas por Blackford e Conceição, que nos mostra o modo como eram realizadas e como se criou em Brotas o primeiro núcleo protestante verdadeiramente brasileiro: "Na segunda-feira 13 (de novembro) reunimo-nos em casa de Antônio Francisco de Gouvêa, no sítio, com o objetivo de organizar uma igreja. O Sr. Conceição pregou a mais de 30 presentes, após o que fizeram pública profissão de fé e receberam o sacramento do batismo . Era a primeira vez que qualquer deles participava desse sacramento, ou o via. Foram horas de júbilo para o coração dos que participaram e de profunda impressão para os que presenciaram.
Gradualmente a comunidade de Brotas desenvolveu-se de maneira extraordinária. Em 1867 possuía 61 membros professos, em 1871, 116 (e 123 crianças); em 1874, 140 membros. "Gente da vila e gente dos sítios: . Gente de várias procedências e diversas famílias, espalhadas num raio de dez a quinze léguas por aqueles sertões. A igreja de Brotas foi, durante muito tempo uma das maiores igrejas protestantes do Brasil, ao lado da do Rio.

Frases
"e temos confiança, e ansiosamente desejamos vê-la progredir, concorrendo com quanto houver em nossas poucas forças para que mais e mais Jesus Cristo ganhe almas para sua glória".
"Nossas poucas forças". Conceição havia dito também "A continuar como nos últimos tempos, antevejo que pouco poderei prestar".
Acabava, realmente, de fazer cinco grandes viagens no decurso de um ano. Seus companheiros de jornada – missionários como Blackford, Chamberlain, Schneider, Simonton, e ainda jovens evangelistas brasileiros ou portugueses como Miguel Torres, Modesto Perestrelo de Barros, Antônio Pedro, José Rodrigues, Carvalhosa – revezavam-se cada vez, à administração, e bem cedo à burocracia. Continuou no seu ministério de apóstolo itinerante.
Os missionários, que, enviando os jovens evangelistas brasileiros a estudar no Rio, haviam-no privado de seus companheiros habituais, tinham outras coisas a fazer que seguir esse nativo, tão independente quanto psicologicamente incompreensível. E assim, daí por diante, Conceição fazia suas viagens de pregação só, como havia feito no começo, quando o acreditavam louco (não se estava, aliás, voltando a essa idéia?).
Nessa divergência, entretanto, havia algo mais profundo que diferenças de temperamento ou técnica missionária. Conceição, cuja experiência religiosa muito se assemelhava à de Lutero, tinha, com relação a questões eclesiásticas, uma posição vizinha à do Reformador. Saído de uma igreja cujo principal defeito fora talvez deixar-se dominar pela organização, sentia bem pouco a necessidade de uma contra-Igreja organizada. Rompendo com Roma como Lutero, almejava, como Lutero, difundir a mensagem de salvação, sem se preocupar muito em destruir instituições para elevar outras. Seu último biógrafo transcreve, a esse respeito, uma página notável que é necessário reproduzir na íntegra: "Se queremos imprudentemente comunicar a homens sem preparatório algum, verdades que lhes são absolutamente incompreensíveis, empregadas desta sorte, falsa e prejudicialmente, não promoveremos assim a ilustração. Ilustrar é conduzir o homem pensador à meditação, para faze-lo valoroso, e capaz de poder por si mesmo descobrir a verdade, que lhe comunicamos.
"Tanto seria loucura, se os pais quisessem insinuar a seus filhos malcriados e fracos as verdades que sabem; quão fátuo querer imbuir adultos sem prévia e conveniente disposição de coisas e princípios, que lhes é impossível compreender".
"Tudo tem seu tempo".
"Há muitos homens incultos que são crianças a muitos respeitos, que devem ser doutrinados com grande circunspecção. Porque o exterminar certos prejuízos e costumes úteis, usos que muitas vezes substituem a verdade mesma, por nenhum modo é isso ilustração; porém leviandade desumana, crueldade inexcedível".
"Respeitem-se, portanto, os costumes e usos antigos do povo, que, em falta de mais profundos esclarecimentos são aptos para guiá-los e contê-los no bem".
"Ó meu Deus! Eu respeitarei a religião do ignorante – a fé daqueles que não tem tantas ocasiões de conhecer-vos, de venerar-vos de um modo mais digno. Jamais servirei à vaidade e presunção, de tal sorte que abale a fé piedosa dos outros com palavras e ações inconsideradas".
Estas palavras, como se disse, "embora dirigidas àqueles que pregam o materialismo em nome da ciência, evidentemente estabelecem um princípio geral de conduta bem definido. Princípio que se opunha ao método dos missionários estrangeiros, preocupados em destruir, como supersticiosos e idólatras, os hábitos religiosos encontrados entre o povo brasileiro – enquanto o primeiro dentre eles, Kidder, fora capaz de receber que esses hábitos denunciavam, e mesmo sustentavam, a existência de uma fé ignorante, mas profunda e sincera.
Manifestava-se no Brasil, uma vez mais – depois de Feijó e Kidder – a visão de uma Reforma realmente brasileira, harmonizada com o temperamento e os hábitos do país, visão que, aliada ao seu apego à evangelização itinerante, iria fazer dele "um desconhecido" para seus companheiros e amigos missionários, "que desejavam ajudá-lo, mas não sabiam como".
Não tinha havido um rompimento entre ele e seus companheiros, mas sua missão não era o ministério organizado e a propaganda confessional, à qual se dedicavam então os missionários; nem mesmo se dedicava mais à evangelização itinerante, com auditórios relativamente grandes e representantes de todas as classes. O antigo cura, de boa família, possuidor de grande cultura, dedicava-se agora ao ministério de caridade e instrução religiosa entre os mais humildes. O insigne teólogo, que estava a par da literatura espiritual de toda a Europa, comprazia-se com os mais modestos conselhos de higiene como meios de obter a paz da alma. Comovente declínio de um homem que experimentara até o paroxismo, todas as lutas do espírito. Essa mesma humildade levava-o a viver essa "vida pobre" que se aproxima de São Francisco de Assis, e da qual o protestantismo brasileiro guardou admirativa memória, mesclada de alguma surpresa.
"Chegando a um sítio, diz o major Fausto de Souza, se resolvia a ter aí alguma permanência, ele procurava alguma choça ou telheiro que lhe servisse de abrigo, às vezes mesmo edificado por suas mãos e coberto de ramos; se, porém, sua demora era passageira, ele pedia hospedagem em qualquer casa, preferindo as de modesta aparência; e, antes de sair dela, procurava dar um sinal de seu reconhecimento, servindo de enfermeiro a algum doente, consolando tristezas ou mesmo prestando vários serviços humildes, como varrer, lavar, etc., etc.
"... Sua frugalidade era tal que com qualquer coisa se satisfazia durante o dia inteiro: uns ovos, leite, um pouco de farinha de milho ou de mandioca, ervas, café e açúcar, constituíam quase sempre o seu alimento. Desses gêneros, os que lhe davam agradecia com humildade; mas se assim não acontecia, também não os pedia, mas comprava-os em pequena quantidade, à proporção que deles necessitava, porque, conformando-se com a ordem dada por Jesus Cristo aos apóstolos, ele não possuía alforje para o caminho, nem duas túnicas, nem calçado, nem bordão, e mesmo o dinheiro que levava para o seu parco sustento limitava-se a alguns tostões".
Esta vida de pregador solitário durou quatro anos. Quatro anos durante os quais Conceição pregava aos arrieiros e viajantes que encontrava, aos pobres em cuja casa residia e dos quais cuidava, vítima muitas vezes de sevícias por parte de populações fanáticas, outras vezes considerando taumaturgo e obrigado a subtrair-se a uma espécie de culto.
Tendo agradecido aos que o haviam socorrido, pediu que o deixassem "só com seu Deus" e morreu, tendo adormecido, ao que parece, por volta do fim da missa da noite de Natal.
O protestantismo brasileiro teve, em Conceição – que abriu seus caminhos e nimbou seus primórdios de uma auréola mística – um santo. província.
Em 1844, foi ordenado padre da igreja romana, e pelo espaço de 18 anos exerceu o cargo de pároco em diversos lugares de sua província natal.
Ele possuía, em alto grau as características tão essenciais para o ministério sagrado, uma profunda e viva simpatia com seus semelhantes; e em toda parte onde andava, foi admirado e amado pelo povo. Ele foi com justiça considerado um dos maiores ornamentos da tribuna sagrada da diocese S. Paulo.
Seu espírito esclarecido e reto não podia porém conciliar os dogmas e a prática da Igreja Católica Apostólica Romana com a luz do evangelho, que seus estudos lhe traziam, e depois de uma renhida luta espiritual por alguns anos, decidiu-lhe em 1864 a tudo abandonar por amor da verdade. Em setembro desse ano participou ao bispo de S. Paulo, a sua retirada definitiva da igreja romana e a sua renúncia dos cargos que nela tinha exercido.
Em dezembro de 1865, foi ordenado ministro do Evangelho pelo Presbitério do Rio de Janeiro, reunido na cidade de São Paulo. Tornando-se o primeiro pastor Presbiteriano Nacional.
Poucos meses depois, empreendeu de motu-próprio, o que era seu trabalho predileto, andar de casa em casa e de lugar em lugar anunciando aos homens a boa nova de salvação de graça por nosso Senhor Jesus Cristo.
E até o fim de sua vida, umas vezes a cavalo outras vezes a pé, prosseguiu, como podia, nesta sua nobre missão.
Seus colegas e amigos, muitas vezes instavam com ele para aceitar algum outro emprego ou modo de trabalho mais compatível com as suas forças. Ele, porém, não quis anuir.
Muitas cidades, vilas e arraiais e milhares de pessoas nas províncias de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, foram testemunhas da fidelidade, zelo e fervor com que ele pregava Cristo crucificado como único Redentor.
Ele semeou a boa semente, da qual haverá no Brasil e no céu uma imensa colheita.
José Manoel da Conceição padecia, havia muitos anos de uma grave enfermidade, que as vezes, o incapacitava por dias e semanas inteiras para qualquer serviço.
prática do romanismo.
Boanerges Ribeiro comentando a Resposta de Conceição, resume: "É sintético, claro, elegante, vigoroso, bíblico. Atinge o romanismo no coração, a missa, que enseja o sacerdócio, o qual detém os sacramentos pelos quais manipula os benefícios da expiação feita no Calvário e conserva cativos os católicos romanos." (Boanerges Ribeiro, José Manoel da Conceição e a Reforma Evangélica, p.68).
O próprio Conceição finca as estacas: "Os pontos fundamentais desta exposição do plano da nossa redenção são três:
1º Pela morte da cruz Jesus Cristo pagou a dívida dos que se salvam, e por conseguinte estes não Têm de fazer expiação por si mesmos, nem o sacrifício de Cristo se repete.
2º A condição de alguém ter o proveito desse pagamento é de sua parte. A salvação é um dom concedido de graça aos que crêem no Filho de Deus.
3º O dom do Espírito Santo acompanha a remissão dos pecados; ele é o autor na nova vida interior em que consiste a essência do Cristianismo. Ele é o santificador; e os sacramentos, a oração, a leitura e meditação das palavras de Deus são meios cuja utilidade da sua colaboração."
Ele argumenta e prova, que a seita romana alterou fundamentalmente alguns pontos. Em sua exposição, Conceição revela o quanto ele tinha uma visão Reformada das Escrituras. Os pontos mencionados são estes: "1º Ela contesta e nega suficiência da expiação feita sobre a cruz. (...) 2º O segundo ponto alterado radicalmente, versa sobre as condições indispensáveis a fim de que os homens tenham o proveito do pagamento feito por Cristo. (...) 3º O terceiro ponto fundamental, que no ensino da Igreja Romana está radicalmente alterado é a doutrina do Espírito Santo."
Segundo ele: "Não há reforma possível que não comece por reafirmar: 1º que Cristo foi crucificado uma só vez no Calvário é a única e suficiente expiação pelo pecado, e já não há mais oferenda pelo pecador; 2º que os méritos de Cristo estão ao alcance de toda a alma contrita e crente; 3º que a essência de uma vida cristã está na reabilitação do homem interior, e não há força capaz de efetuar tal transformação exceto o Espírito de Deus, com quem estamos em contato imediato. Pedindo, receberemos; buscando, acharemos; batendo, abrir-se-nos-á." (José Manoel da Conceição, Sentença de Excomunhão e Sua Resposta, p. 26).


terça-feira, 29 de agosto de 2017

COMO VIVEM OS CRISTÃOS NO BUTÃO

Apesar da pressão e violência contra nossos irmãos, a jovem igreja butanesa está crescendo e experimentando milagres


19-butao-vista-da-cidade
De 2016 para 2017, o Butão subiu de 38º para 30º na Lista Mundial da Perseguição. Muito desse aumento deve-se ao crescimento da violência contra os cristãos. As poucas igrejas que existem são frequentemente monitoradas pelo governo, então a maioria dos cristãos prefere praticar a fé secretamente. A igreja butanesa é muito jovem, com a primeira geração de cristãos completando agora 20 anos. A nova geração lida com as mesmas dificuldades que seus pais enfrentaram há 20 anos, como a necessidade de discipulado e formação de liderança.
Diante desse cenário, a Portas Abertas tem trabalhado com eles através de programações que visam o sustento espiritual por meio de seminários, conferências para a liderança, treinamento de líderes, apoio às escolas bíblicas e retiro para jovens. O objetivo é equipar essas pessoas para que tenham condições apropriadas de articular a fé e também sejam testemunhos vivos de transformação em todas as áreas da vida.
Apesar das restrições, a igreja butanesa tem experimentado a manifestação de Deus no meio dos fiéis, através de curas, visões e sonhos. Pessoas que antes seguiam o budismo estão experimentando agora um relacionamento com Cristo. O que precisam agora é de um bom discipulado para firmar a fé em quem Jesus é, não apenas nos milagres que ele faz. Embora o cristianismo não seja aceito pela sociedade e ainda não seja reconhecido pelo governo, milagres seguidos de conversões têm ocorrido com frequência.
Fonte: Portas Abertas

domingo, 27 de agosto de 2017

ASHBEL GREEN SIMONTON, PIONEIRO DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL


Resultado de imagem para simontonA Igreja Presbiteriana do Brasil está celebrando este ano 158 anos. Hoje estamos presentes em todos os Estados da Federação e já temos mais de quatro mil igrejas com aproximadamente oitocentos mil membros. A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja comprometida com a evangelização, a educação e a ação social. É um esteio do protestantismo pátrio. Vamos, agora, conhecer um pouco sobre o nosso missionário pioneiro, Ashbel Green Simonton. Ele foi um jovem idealista. Deixou os Estados Unidos nos tempos gloriosos de um grande reavivamento e veio para o Brasil em 1859 para plantar a Igreja Presbiteriana. Vejamos alguns aspectos de relevo em sua história:
1. Sua família – Foi o nono filho, o caçula, de uma família piedosa. Seu pai era presbítero, médico e político, tendo sido duas vezes eleito deputado para o Congresso Nacional. Simonton foi consagrado ao ministério da Palavra no batismo infantil.
2. Seu chamado para o ministério – No dia 14 de outubro de 1855, após ouvir um sermão do Dr. Charles Hodge sobre a tarefa da igreja, sentiu-se chamado para as missões. Fez o curso de teologia no seminário de Princeton, em New Jersey. Após concluí-lo, decidiu viajar para o Brasil. Quando alguém questinou o fato de ele se dedicar a um país ainda pobre e assolado por várias doenças endêmicas, ele respondeu: "A única segurança está na submissão à vontade e aos propósitos divinos. Sob a direção de Deus, o lugar de perigo é o lugar de segurança e, sem a sua presença, nenhum abrigo é seguro".
3. Seu casamento – Ao saber da enfermidade da mãe, Simonton deixou o Brasil e retornou aos Estados Unidos. Mas, ao chegar, ela já havia falecido. Simonton ficou então um ano em seu país de origem. Nesse tempo, casou-se com Helen Murdock. Após dois meses de casado, regressou ao Brasil. Em 19 de junho 1864, nove dias após nascer-lhe a filha Helen, sua adorável esposa morreu.
4. Seu trabalho – O jovem pioneiro deixou marcas profundas e indeléveis na história do presbiterianismo e da evangelização nacional: a) organizou a escola dominical em 22 de abril de 1860 com cinco crianças, usando como livros textos: a Bíblia, o Catecismo e o Peregrino, de John Bunyan; b) organizou a Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro em 12 de janeiro de 1862; c) criou o primeiro jornal – A Imprensa Evangélica, em 5 de novembro de 1862; d) organizou o primeiro presbitério, o Presbitério do Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1865, quando foi ordenado ao sagrado ministério o ex-padre José Manoel da Conceição; e) criou o primeiro seminário teológico em 14 de maio de 1867(Obs.do pastor Eli Vieira criou a primeira livraria Evangélica do Brasil)¹.
5. Sua morte – Em 9 de dezembro de 1867, aos 34 anos de idade, morreu em São Paulo, de febre amarela, este heróico jovem desbravador. Sua irmã, esposa do Rev. Blackford, perguntou-lhe, em seus últimos lampejos de consciência: "O que será dos crentes e do trabalho que você está deixando?". Ele respondeu: "Deus levantará alguém para tomar o meu lugar. Ele fará o seu trabalho com os seus próprios instrumentos. Nós só podemos apoiar-nos nos braços eternos e estar quietos".
1-Giraldi, Luiz Antônio-A Bíblia no Brasil Império - Como Um livro Proibido no Brasil Colônia Tornou-se uma das Obras mais lidas no Brasil Império, SBB - Barueri-SP, 2012
Rev. Hernandes Dias Lopes